"Quid Rides? De te fabula narratur." Horácio.

terça-feira, setembro 06, 2005

The Mex Files XI

HTML Dog

Da pirâmide da Lua, a Calçada dos Mortos e a pirâmide do Sol à esquerda

É um lugar-comum dizê-lo e outra coisa não seria de esperar numa cidade com este tamanho: não há uma Cidade do México, há imensas. Há a cidade boémia de Coyocán, o México de Frida e de Diego, das casas históricas e das ruas empedradas; a cidade verde e bem cuidada de Polanco e Condesa, com um ar quase europeu, de esplanadas cheias nos inúmeros bares e restaurantes que ladeiam as avenidas largas; e depois há a outra cidade. Ao contrário do que sucede, por exemplo, no Rio, esta cidade não se vê no centro e foi ao sair em direcção às pirâmides de Teotihuacán que a vi. "Casas" sem pintura, de tijolo ou cimento à mostra, empilhadas nos morros que rodeiam a cidade estendendo-se por quilómetros e quilómetros com crianças a jogar futebol nas ruas de terra batida salpicadas por lagos de águas residuais. É aqui que vive a larga maioria dos 26 milhões, entre a cidade onde entram diariamente para trabalhar e maravilhas históricas como Teotihuacán onde, no século I a.C., já havia muito do que ainda não têm, como por exemplo um sistema de recolha de águas residuais. Ninguém sabe muito bem quem foram os Teotihuacanos, sabe-se apenas que construíram a cidade dos deuses e que um dia a deixaram para destino desconhecido. Encontraram-na , no século XIV, os aztecas que, surpreendidos, criaram o mito de que aqui se tinham reunido os deuses para garantir a existência do mundo.